segunda-feira, 7 de junho de 2010

Social Media: mudou o comportamento. Mas e o consumo de mídia, mudou?

Por Cris Rother
 
Quando buscamos por social media encontramos, obviamente em um site de social media, a definição: “Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grandes grupos”. É assim que é definida pela Wikipedia. Nota-se, portanto, que só pela fonte se trata mesmo de mídia em redes sociais, já que são informações fornecidas pelos próprios usuários, disponíveis e sem vínculos com a empresa ou site, de fornecer conteúdo onde outros poderão encontrar as mais variadas formas de definições e esclarecimentos.

Percebemos vários tons, de diferentes classes na rede, vindas de: consumidores, investidores, voluntários, empregados, fãs, críticos, competidores, assim como de qualquer pessoa com acesso à internet que queira compartilhar uma opinião, o que demonstra a socialização da informação; portanto resta às empresas administrarem o que é falado delas, de forma planejada e organizada, uma vez que não há controle do que é falado, nem tampouco uma censura com relação à forma.

Podemos fatiar os diversos graus e níveis de colaboração em vários segmentos, mas notamos que todos são de alguma forma colaborativos e me perdoem se me esquecer de algum, mas conforme escrevo já devem ter mais alguns surgindo na rede.

São eles: Comunicação por meio de Blogs (Blogger e Wordpress); Microblogs (Twitter e Pownce); Redes Sociais (Orkut, Facebook, LinkedIn e MySpace); Eventos (Upcoming); Colaboração por wikis (Wikipedia); Agregadores de sites (StumbleUpon); Notícias (Digg, Reddit, EuCurti e Rec6); Opiniões (Epinions); Multimídia (Flickr, Zooomr, YouTube e Vimeo); Transmissões ao vivo (Justin.tv); Músicas/áudios (imeem, Last.fm e Jamendo) e Entretenimento (Second Life, Habbo, Miniclip.com e MMO- Massively Multiplayer Online Game - World of Warcraft).

Com essa vasta possibilidade de sites de mídia social entendemos o que atrai dois terços de toda a população global, que está online e que totalizam 1.5 bilhão de pessoas. Na América Latina são 160 milhões de usuários, segundo dados do Target Group Index América Latina.

A mídia social já é a quarta categoria online mais popular do mundo, de acordo com dados da Nielsen Online Study mar/09.

O crescimento das redes sociais ultrapassa o dos sites busca e portais e o primeiro em envolvimento, já que a média de navegação por pessoa ultrapassa atividades como sites de busca, o que torna a rede social no Brasil é o 1 º em média de tempo de navegação por pessoa, nos locais de trabalho e casa (NetView Nov/09) é de 04:12:48 em redes sociais contra 01:09:04 por sites de busca, sendo que dentro deste tempo  71% leem blogs!

Quando pensamos em métricas e ferramentas que nos possibilitam rastrear e entender as comunidades percebemos como é de fundamental o monitoramente na rede, o que torna uma estratégia essencial para poder responder às comunidades, seja de forma clara e objetiva, como uma ação de call center, como se utilizam diversas empresas brasileiras e americanas, assim como de uma forma subjetiva ou de viralização, como também são encontramos muitos clientes agindo de forma viral e contratando agências e empresas especializadas para fomentar este tipo de ação.

É bom notar que estas métricas são diferentes de outras utilizadas na mídia online, apesar de haver certa familiaridade entre elas. Começando, temos a Audiência (visitantes, pageviews, volume de reviews e comentários, número de indivíduos comentando e dispersão - links relacionados), o Engajamento (sentimento de reviews e comentários, afinidade com a marca, influência do comentarista, tempo online, favoritos, amigos e fãs, conteúdo viral distribuído e número de downloads/instalações) e há também os Insights (pedidos de compra, novos negócios, satisfação do consumidor/lealdade e eficiência de marketing).

Por exemplo, uma marca tem uma fanpage no Facebook, onde ela convida seus fãs para a pré-venda de um lançamento e conta também para os seguidores no Twitter. Isso faz os consumidores comprarem e contem para a sua rede de contatos sobre a experiência; pois o oposto também pode acontecer, de forma espontânea, mas pouco publicitária, onde uma loja faz uma promoção, eu compro e tenho uma boa experiência. Publico em minha conta no Facebook conectada à minha conta no Twitter e toda nossa rede de contatos fica sabendo da promoção, que já passou.

Ou seja: podemos ser pró-ativos e nos beneficiarmos disso ou sermos reativos e torcermos para que esta seja uma boa experiência e reflita positivamente em nossa rede de contatos.

Fica aí a dica!

Artigo publicado pela diretora executiva do IBOPE Nielsen Online, Cris Rother, no jornal Propaganda & Marketing, em 8 de fevereiro de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Burson Marsteller 2010 Global Social Media Check Up Report

Como as 100 maiores empresas do mundo usam as mídias sociais? Segundo os dados coletados pela Burston Marsteller, em seu estudo 'The Global Social Media Check-up', de 2010, das 100 maiores empresas do mundo, listadas pela Fortune: 65% usam Twitter; 54% usam Facebook; 50% usam Youtube e 33% usam blogs.

Workshop de Mídias Sociais - PUC-RIO


Uma iniciativa da Agência PUC-Rio de Inovação, em cooperação com o CNPq, o workshop Estratégias Inovadoras em Mídias Sociais fez parte de um rol de eventos propostos no Projeto “Sensibilização de Micro, Pequenos e Médios Empresários (MPMEs) para a Inovação como Estratégia Competitiva”, aprovado no Edital MCT/SETEC/CNPq nº 13/2009 - PRÓ-INOVA. 

Por Marcos Garrido

sábado, 22 de maio de 2010

Relações públicas: formadoras de redes de relacionamento

Por Carol Terra

Há tempos, um dos objetivos das relações públicas é a formação de redes de relacionamento das organizações com seus mais diversos públicos. Com as novas tecnologias baseadas na web, a formação de redes de relacionamento é incrementada, potencializada.
 
As tecnologias da comunicação e da informação vieram para ficar e para as relações públicas são um trunfo a mais no mix de instrumentos utilizados para o estabelecimento de relacionamentos entre as organizações e seus públicos. A possibilidade de agregação, conectividade, tempo real e formação de comunidades de interesses são elementos que facilitam o relacionamento entre organização e públicos de interesse.

As redes se espalharam e estão em todo o lugar: Palms, Ipods e celulares conectam todos a todo tipo de informação. Na rede que se consolida, a internet é um pólo catalisador dessa convergência. É a plataforma, o ponto de comunicação, o que permite interação mútua de formas de arquivos que migram entre todas as mídias: áudio, animação, vídeo, texto e imagem.

A internet é a mídia das mídias, tem a capacidade de reunir e oferecer conteúdo originalmente criado “por” ou “para” outras mídias como jornais, revistas, rádio, tv. O modo como ela funciona permite que a informação seja veiculada conforme a necessidade do usuário. Se a internet não vai substituir outras mídias, certamente vai modificá-las.

No entanto, não basta proporcionar uma relação com os públicos se não houver uma estratégia que permita a utilização da linguagem correta, do canal mais adequado e do momento ideal, culminando em uma comunicação dirigida eficiente.

No futuro, cada usuário terá sua rede pessoal, que se estenderá à sua residência, aos seus eletrodomésticos, ao seu carro, ao seu computador e aos seus dispositivos e telefones portáteis. É um conceito que reestrutura a percepção individual de tempo e espaço, já que possibilita um enorme controle das relações humanas e materiais na vida do usuário (PÓVOA, 2000:60). É frente a essa realidade que o profissional de RP deve pensar suas estratégias de relacionamento com seus públicos sem ser invasivo ou agressivo. 

Porém, mesmo diante desse cenário de interconexões e facilidades na rede, as relações públicas há muito já se ocupam da formação de redes. Redes de contato, de relacionamento e de interesse entre a organização e os públicos estratégicos e ligados a ela. O conceito não é novo, mas o contexto em que é citado é que vem fazendo toda a diferença. 

Diversas características estão vindo à tona com a internet: tempo real, imediatismo, instantaneidade – a Tv e o rádio já permitiam isso há tempos; formação de redes – as antigas correntes de cartas já esboçavam essa propriedade; linguagem mais simples – a fala sempre foi assim, entre outras muitas.

O que diferencia a internet é o fato de que nenhuma outra mídia conseguiu essa proeza de unir características e linguagens de todos os meios de massa com a vantagem de ser dirigida.

Em um cenário de commodities (tanto em termos de produtos, como de serviços), o que dá valor a tudo isso é a comunicação organizacional planejada e programada por um profissional competente para a tarefa.

O profissional de RP deve ser o grande gestor da web apoderando-se nas funções de monitoramento e controle da internet, escolhendo as melhores ferramentas para falar com os públicos de interesse.

Fonte: RP Bahia

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Você sabe mesmo o que é Relações Públicas?

Por Denise Monteiro

Desde meus tempos de estudante de comunicação social convivo com questionamentos sobre o que é Relações Públicas. Confesso que até o início da faculdade, também fazia confusão. Muitos anos se passaram e neste período me formei, atuei em diferentes organizações como RP e, quando voltei ao ambiente acadêmico, desta vez como professora, me deparei com o mesmo questionamento. Triste constatação, pois em meio a tantas e rápidas mudanças do mundo contemporâneo, encontrei um cenário que parecia estar parado no tempo.

Pior que isso é saber que alguns estudantes são aprovados no vestibular e iniciam o curso sem saber ao certo do que se trata a profissão. Para agravar a situação, também não sabem explicar aos pais e amigos o conteúdo da carreira que pretendem seguir. Isso é grave, pois na maioria das vezes, os pais são os patrocinadores do curso superior. O popular “paitrocínio”.

Já nos confundiram com quase tudo por causa desta desinformação. Fomos apontados como recepcionista de evento, hostess de casa noturna, festeiros etc. De vez em quando, surge algum bon vivant que precisa de um emprego dentro de alguma novela. E como ninguém sabe o que é (nem o autor), ele vira um Relações Públicas... Lembro quando trabalhei na TV Globo, tanto as recepcionistas quanto as telefonistas, toda vez que se deparavam com uma situação inédita e/ou confusa, elas encaminhavam para o departamento de RP. Acredito que a associação era “algo que não sei o que é deve ser encaminhado para o departamento que não sei o que faz”. Mas isso não era exclusividade daquela empresa, acontecia (e acontece) o mesmo nos locais onde atuam meus colegas da área. Pura ignorância, pois no Brasil esta profissão é regulamentada e é necessário diploma para exercer a atividade, seja isso bom ou não. O fato é que um bom RP precisa de boa formação.

Mas afinal, o que faz um profissional de Relações Públicas?

Para confundir ainda mais, existem inúmeras definições (nacionais e internacionais) da profissão. Por isso resumo um mix das principais: Relações Públicas é a harmonização de interesses dos diferentes públicos que envolvem uma organização.

Para entender melhor, convém dizer que entendemos por públicos, grupos como colaboradores, clientes, fornecedores, imprensa, comunidade, governo, entidades, entre outros, conforme cada instituição. Todos eles possuem seus diferentes interesses e organizá-los em prol da boa imagem corporativa é o nosso papel. Para isso usamos ferramentas da área de comunicação e marketing para desenvolvermos ações dentro de um bom planejamento. As atividades dentro deste contexto são inúmeras e podem variar desde um simples jornal de comunicação interna até o gerenciamento de uma crise de imagem de grandes proporções.

E por que pouca gente sabe o que é?

Porque somos profissionais de bastidores. Não devemos focar nosso próprio destaque. O que deve aparecer é o resultado de nosso trabalho.

Quando se tem notícia de alguma boa novidade de uma empresa como um programa de sustentabilidade, de ações com a comunidade, entre várias, normalmente há um Relações Públicas atuando em alinhamento seus públicos. As ações são percebidas e valorizadas pela opinião pública, mas os profissionais que arquitetaram a boa reputação ficam ocultos, uma vez que o objetivo principal sempre é a imagem positiva da organização e não a própria.

Porém, o mais importante é o conteúdo. A qualidade destas ações não pode ser cenográfica. Mexe-se com a cultura organizacional. Trabalhamos com conceitos, valores e ética. Nosso trabalho precisa de fato atender aos interesses dos públicos envolvidos.

Podemos sim ter destaque entre os nossos, participar de prêmios das entidades do setor, etc. Mas nosso maior prêmio sempre será o nosso resultado. E se houver alguma dúvida, ressalto que na essência, não somos manipuladores de imagem. Assim como um profissional de Recursos Humanos tem foco na sua área, cuidando dos interesses da empresa e de seus colaboradores, os profissionais de Relações Públicas pensam no que o restante da empresa não pode pensar justamente porque estão focados em seus afazeres, nos quais foram treinados para isso. Desenvolvemos e destacamos em ações os valores que já fazem parte da cultura organizacional. Cada um com o seu trabalho e todos no mesmo rumo.

Fonte: Aberje